Preconceito Linguístico
Enviada em 18/11/2021
Desde o Período Colonial, a língua tal qual é conhecida hodiernamente passa por constantes mudanças por se tratar do resultado da construtução da cultural da nação, assim, sendo algo dinâmico e heterogênio no território nacional. Porém, no cenário contemporânio brasileiro, a ocorrência do preconceito linguístico deturpa a garantia do direito à vivência digna. Tal articulação configura-se como danosa para a ratificação da segurança do bem-estar social, tendo em vista que esse direito está ligado à salvaguarda da cidadania. Dessarte, essa problemática apresenta causas multifatoriais, entre elas, a negligência governamental ao tratar do assunto, bem como o enraizamento do óbice na sociedade.
Ademais, é importante pontuar a negligência que a discriminação linguística sofre no panorama político atual. Nessa perspectiva, as situações de ataques contra as linguagens distintas são cada vez mais comuns em um âmbito que não vializa mecanismo para conter tais atos hostis, como leis que possam punir indivíduos intolerântes linguísticos. Em contraposição a isso, de acordo com o filósofo Aristóteles, a função do político é garantir o igualdade entre os cidadãos em sociedade. No entanto, percebe-se um distanciamento desse ideal aristolélico quando analisa-se a omissão estatal diante do preconceito linguístico, assim, promovendo a persistência da adversidade abordado.
Paralelamente, torna-se imprescindível destacar a lógica de superioridade linguística de determinados grupos sobre outros enraizada no cotidiano coletivo. Nesse viés, historicamente, regiões favorecidas pelo contexto econômico brasileiro subjulgam linguísticamente outras regiões através de discursos preconceituosos velados, como piadas e brincadeiras normalizadas. Com relação a isso, conforme a terioria da “Banalização do Mal”, desenvolvida pela socióloga Hannah Arendt, ao sofre frequentemente violações e ataques a sociedade torna-se dessensibilizada, desse modo, passa a tolerar tais danos de forma natural. Assim, tendo em mente o pensamento de Hannah Arent, muitas vezes as vitímas não se engajam para romper com a continuedade de tal contexto de desrespeito.
Destarte, é fulcral que subterfúgios sejam encontrados com o intuito de sanar essa inercial problemática. Portanto, concerne ao Poder Público, em específico o Ministério da Cidadania, em parceria com o Poder Legislativo, promover mecanismo de interrupção da impunidade dos indivíduos que exercem o preconceito linguístico, por meio da criação de uma lei contra essa discriminação, com o fito de garantir justiças às vítimas desse óbice adverso. Concomitantemente, cabe a escolas, desenvolver o senso crítico na sociedade, mediante matérias reflexivas que abordem temas socias incluídas na Base Nacional Comum Curricular, objetivando a edificação de um corpo civil consciente do seu papel cidadão na ruptura desse ciclo de banalização da intolerância linguística.