Preconceito Linguístico
Enviada em 19/11/2021
No livro“ Mar morto”, de Jorge Amado, o autor busca valorizar toda a diversidade de falas e expressões da Bahia durante a obra. No entanto, no Brasil hodierno, o preconceito linguístico se encontra presente de forma acentuada. Desse modo, observa-se que esse problema deve ser combatido, não só por potencializar a desigualdade social no país, mas também pela diversidade linguística estar presente na construção cultural da nação. Sendo assim, analisar o revés se torna extremamente necessário para mudar o cenário atual.
Em primeiro lugar, pode-se perceber que a discriminação contra diferentes modo de fala é intensificado pelo desiquilíbrio socioeconômico. Nesse contexto, segundo dados do site G1, 1% da população mais rica do país representa 49% da riqueza nacional. Esse fato exemplifica o argumento, uma vez que essa diferença faz com que a parcela menos favorecida fique fora de espaços frequentados por esse grupo mais privilegiado. Desse modo, como essa parte da nação - em razão do nível escolar - é detentora da norma culta, por consequência, é criado um sentimento de superioridade que, como resultado, gera humilhações e discriminações. Assim sendo, fica claro como a desigualdade social influencia no preconceito linguístico. Além disso, a diversidade de línguas se encontra presente na construção cultural do Brasil. Desse modo, pode-se observar que palavras do cotidiano brasileiro como mandioca, carioca e catapora possuem origem indígena. Sob esse viés, a existência de um preconceito linguístico, representa, sobretudo, uma negação cultural e, por conseguinte, uma falta de conhecimento sobre a própria origem, uma vez que o processo de formação da língua portuguesa no Brasil sofreu influências de diversas culturas. Dessa forma, a manutenção desse cenário se torna inaceitável, visto que sua permanência reflete não só no jeito de falar mas também em toda a identidade de uma nação.
Portanto, para resolver essa problemática, medidas precisam ser tomadas. Dessarte, o Ministério da Economia, principal criador de políticas econômicas no país, deve, por meio de um projeto de lei enviado à Câmara dos Deputados, promover condições básicas para que situações como essa não aconteçam, como por exemplo, auxílios econômicos para a parcela mais vulnerável do país. Espera-se, com isso, reduzir a desigualdade e, consequentemente, o preconceito linguístico, pois os dois fatores se encontram diretamente relacionados. Ademais, o Ministério da Comunicação deve promover campanhas informacionais, com o objetivo de alertar seus cidadãos sobre a importância do legado linguístico. Só assim, o Brasil será uma nação com menos preconceito de línguas, do mesmo modo que Jorge Amado um dia sonhou.