Preconceito Linguístico
Enviada em 18/11/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1989, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para a nação que, na atualidade, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Diante disso, o preconceito linguístico representa uma antítese ao símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulte na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Nesse prisma, destaca-se duas causas importantes: a negligência governamental e o a sensação de superioridade.
Diante desse cenário, é imperioso notar que a ausência de medidas governamentais potencializa o preconceito linguístico. Dessa forma, essa discriminação é um fator comum no Brasil e o governo não se responsabiliza na adoção de medidas eficazes para abordar o tema. Torna-se crucial observar que essa implicância atua também no ambiente de trabalho, onde tira a oportunidade de emprego por ter uma base educacional falha. De acordo com as ideias do filósofo contratualista John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre a sua função de garantir que a comunidade desfrute de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país.
Além disso, é fundamental apontar a sensação de autoridade como impulsionador do preconceito linguístico no Brasil. Segundo à folha de São Paulo em 1999, “o preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa”. Nesse contexto, é válido ressaltar que a variação linguística muda de acordo com as regiões. Desse modo, quando o público necessita ir de um lugar para outro, sofre com essa problemática, devido aos diferentes sotaques e formas de expressão. Com isso, os habitantes se veem com o direito de tratá-los com inferioridade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o preconceito linguístico. Dessa maneira, cabe ao governo- principal responsável pelo bem-estar social- em parceria com o Ministério da Educação, deve financiar projetos educacionais nas escolas e faculdades, por meio de uma ampla divulgação midiática, inclua propagandas televistas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Com isso, tende-se tornar indivíduos conscientes acerca da gravidade do assunto na sociedade. Espera-se, contudo, que o conflito evidenciado seja gradativamente erradicado no Brasil.