Preconceito Linguístico

Enviada em 20/11/2021

Na obra ‘‘O Cidadão de Papel’’, o jornalista Gilberto Dimenstein critica o sistema de leis do Brasil, o qual possuia uma boa elaboração, porém carece de efetividade na prática. Sob esse viés, a crítica da obra sobredita se aplica no contexto nacional quanto ao preconceito linguístico no Brasil, pois é uma questão a ser solucionada. Logo, é necessário medidas para solucionar o impasse, que é motivado pela marginalização social e pelo preconceito axacerbado.                                                                                            Em primeiro lugar, constata-se a banalização da sociedade como uma das causas do preconceito linguístico no país. Nesse contexto, a filósofa Hanna Arendt criou a expressão ‘‘banalidade do mal’’, a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, de modo a torná-las banais. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que parte da população não tem um ensino de qualidade ou em alguns casos a ausência total dele, o que acarreta o prejulgamento da sociedade. Dessa forma, devido a normalização desse impasse, a problemática é agravada no meio social.                                                                                                                                             Ademais, a carência de discussões acerca da discriminação linguística é um dos motivos do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do ‘‘silenciamento dos discursos’’, alguns temas são omitidos na sociedade a fim de se ocultar as mazelas sociais. Sob essa perspectiva, na sociedade brasileira comtemporânea, a visão do autor pode ser aplicada quanto à ausência de discussão sobre o tema, porquanto, o assunto pouco é debatido no âmbito midiático, o que acarreta a manutenção do problema no país e consequentemente, faz com que o preconceito prossiga sem que tenha a chance de ser cessado. Desse modo, devido a carência de visibilidade dada a questão, a problemática se mantém no Brasil.                                                                                                                              Portanto, faz-se necessário ações para conter o preconceito linguístico no Brasil. Para tanto, o Governo Federal, cuja função é manter a harmonia social, por meio do Ministério da Educação, implementar um projeto nas escolas para proferir a importância das variações linguísticas no país, a fim de reduzir o preconceito ainda recorrente. Além disso, cabe a mídia, por meio das redes sociais, a exemplo do instagram e facebook, compartilhar sobre as variações linguísticas da nação brasileira com o feito de expandir o máximo de informações possíveis sobre o assunto. Feito isso, a realidade destoará da obra de Dimenstein.