Preconceito Linguístico

Enviada em 08/12/2021

A filosofia de Tomás de Aquino defende a necessidade das pessoas serem valorizadas igualmente. No entanto, a realidade brasileira demonstra o contrário na questão da intolerância à variedade linguística, que exclui certa parcela da população com a justificativa de que a forma como ela fala é errada. Desse modo, uma triste problemática se constrói devido a lacuna educacional e a falta de debate sobre o tema.

Sob esse viés, pode-se apontar como fator contribuinte a falha no sistema de ensino das escolas brasileiras. Segundo Durkheim, “O papel da educação é formar um cidadão que se torne parte do coletivo”. Porém, tal papel tem sido falho no que se refere ao preconceito liguístico, visto que a falta de ensino de qualidade torna o indivíduo sem instrução e o faz cometer erros (segundo a norma culta), de forma que ele não se sinta parte desse coletivo. Assim, urge que os órgãos educacionais exerçam seu papel.

Ademais, a ausência de debate sobre o juízo de valor negativo feito a respeito das variedades da língua também estão presentes na questão. Para Djamila Ribeiro,  a situação precisa ser tirada da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado nesse tópico, visto que se ele fosse mais debatido as pessoas teriam maior ciência de que o português brasileiro não é único, e chegariam em resoluções plausíveis para a problemática. Por isso, é necessário tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela.

Portanto, é imprescindível que uma intervenção seja feita. Para isso, o MEC deve criar um treinamento para professores, por meio de aulas sobre como abordar os diversos tipos de fala e suas implicações, a fim de reverter a lacuna educacional que impera. Tal ação pode, ainda, conter planos de aulas e materiais de apoio. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de debate sobre o tema. Para isso, o Instagram deve criar um campanha, por meio de tutoriais e informações precisas, a fim de reverter o silenciamento existente. Dessa forma, a necessidade de igualdade defendida por Tomás de Aquino poderá se tornar algo real.