Preconceito Linguístico

Enviada em 08/02/2022

“O preconceito linguístico é um meio de exclusão social”, Desconhecido. De acordo com a citação a temática principal é um meio de exclusão social, porque segundo os “ditadores da linguagem” só é apto a viver em sociedade aquele que tem a gramática e pronúncia “correta” do português. Portanto, isso não está nem perto de ser realidade em um país com tantas culturas diferentes como o Brasil. Nessa esteira, nota-se que o preconceito linguístico é um grave problema no Brasil, devido, não só à exclusão social, mas também ao esteriótipos impostos pela sociedade.

Em primeiro plano, é importante citar que por ser um país de tamanha expansão, existem milhares de sotaques e costumes diferentes no seu interior. Nesse contexto, podemos levar em consideração os acontecimentos dentro do ‘BBB21’ no ano passado com a participante nordestina Juliette, que tinha seu sotaque constantemente imitado e ridicularizado, e segundo a uol.com.br, se sentia excluída dos demais. Dessa maneira, é possível notar os casos de preconceito linguístico dentro do mercado de trabalho, por exemplo, quando no mesmo site existe um “manual” de como mudar seu sotaque para um emprego novo.

Outrossim, é possível perceber que é criado um estereótipo enorme em pessoas de regiões onde se tem um sotaque forte, tanto em cima das pessoas, quanto, da região. Acerca disso, é possível exemplificar com a representação de séries e filmes de moradores do Texas, nos Estados Unidos, como pessoas agressivas, que bebem muito, utilizam roupas de cowboy e andam sempre armadas, além de ter um sotaque fortissímo. Desse modo, também é possível exemplificar com descendentes do leste asiáticos, que muitas vezes são caçoados por conta da sua dificuldade na mudança de linguagem. Nessa conjuntura, é possível perceber que o mesmo acontece no Brasil, de um povo para si próprio, onde os próprios brasileiros praticam preconceito linguístico com pessoas de sua mesma origem, como o caso da Juliette acima.

Em conclusão, é possível analizar que o preconceito línguisto é algo que deveria ser visto da mesma maneira pela sociedade, quanto qualquer outro tipo de preconceito, portanto, deveria ser considerado crime, visto que, suas consequências são extremamente parecidas, como exclusão, esteriótipação e constrangimento. Desse modo, é dever do Estado criar um projeto de lei ou incluir a um já existente, o crime de preconceito linguístico, onde tivesse como sentença uma multa e para casos graves reclusão de até 4 anos, como em outros casos. Nessa conjuntura, pessoas com um forte sotaque não se preocupariam em ter sua essência retirada para conseguir trabalhar ou se sentir respeitado.