Preconceito Linguístico

Enviada em 16/02/2022

As revistas em quadrinho “Turma da Mônica” retrata a vida de Mônica e sua turma. A obra mostra nas histórias de “Chico Bento”, que o preconceito linguístico pode estar em qualquer lugar, especialmente nos centros educacionais. No Brasil, tal realidade não é atual, mas que se sustenta em uma norma próxima à aquela falada no centro-sul do país, tal qual é utilizada como motivação para o desrespeito às outras formas de falar.

Em primeira análise, convém ressaltar que o Brasil é um país miscigenado e de vasta cultura, onde existem diversas manifestações artísticas, e, também, linguísticas. A variante do Nordeste, por exemplo, é diferente da variante do Sudeste, auxiliando na riqueza de um idioma, entretanto, há resistiência da população em abraçar essa divergência, ruminando na criação de um estereótipo inferior e incapaz. Esse tipo de preconceito contradiz o artigo 3 da Constituição de 1988, que garante igualdade a todos, independente de raça, cor, etnia, e gênero.

Em segunda análise, vale ressaltar a negligência governamental sobre o assunto previamente citado. Nesse sentido, é lícito referenciar a personagem “Emília” , da telenovela “Entre Irmãs”, que é tratada como uma moça humilde e de descendência nordestina, a protagonista sofre xenofobia ao se mudar para São Paulo, evidenciando a falta de investimento por parte do Estado para abdicar estas atitudes.

Diante do exposto, são necessárias medidas para mitigar o preconceito linguístico. Para isso, urge que o Ministério da Educação - órgão distribuidor de recursos ao cenário brasileiro - crie, por meio da verba governamental, palestras escolares sobre a temática, a fim de acabar com a xenofobia. Dessa forma, a realidade de Emília não representará a dos brasileiros.