Preconceito Linguístico
Enviada em 22/02/2022
É inegável que durante à edição 21 do famoso reality show da Globo, o Big Brother Brasil, a participante Juliette Freire, foi vítima de diversos preconceitos, tanto regionais quanto linguísticos. Por ser do interior da Paraíba, Juliette possui um sotaque mais forte, sendo alvo de zoação por outros participantes, de outras regiões do Brasil. Portanto, é possível ver uma intolerância linguística, atrelada com um crime, a xenofobia, e as diferenças sociais também.
Em primeiro plano, é importante definir a xenofobia, sendo um preconceito através de injúrias motivadas por pessoas de raça, cor, etnia, origem ou condição, diferente da pessoa que pratica. Podendo pegar pena de um a três anos de reclusão. A origem disso tudo, vem desde os gregos, que utilizavam o termo “bárbaro”, para definir os povos estrangeiros, criando assim uma crença que eles eram inferiores aos gregos. E isso se perpétua na nossa atualidade através de discriminações nas gírias e sotaques de cada região, facilitando o preconceito linguístico, sendo ele ato de discriminar um indivíduo pela forma como ele se comunica.
Ainda convém lembrar que o Brasil, mesmo possuindo uma diversidade cultural e linguística enorme, esse preconceito é muito aplicado em lugares onde a classe social é predominantemente baixa e tem menos acesso à educação, como a região Norte e Nordeste do país. Então as demais regiões tendem a zombar e ridicularizar essas áreas, alegando que seu jeito de falar é errado, que fogem da norma padrão e coloquial. Sendo muito comum ocorrer, por exemplo, quando um nordestino viaja para São Paulo, em busca de uma melhoria de vida, mas acaba sendo excluído pelos fatores socioeconômicos e linguísticos do lugar. Causando assim uma maior diferença social, além de colaborar com essas discriminações.
Em vista dos argumentos apresentados, é necessário um reconhecimento social que não existe jeito errado ou certo de se comunicar, um grupo não é superior ao outro por saber a norma padrão. Além de um investimento melhor, por ação do MEC, na educação, para que todos os grupos, principalmente do Nordeste, possam aprender a ler, escrever e falar a língua formal. Buscando também discussões éticas a respeito de cada região, para assim acabar com esse preconceito.