Preconceito Linguístico
Enviada em 19/04/2022
Logo após o término da ditadura fascista na Espanha, em 1978, houve a implementação de uma nova constituição que incluia e reconhecia novas línguas no país. Distante dessa realidade, o Brasil é um país que não considera toda a diversidade linguística presente em seu território. Devido ao profundo preconceito linguístico enraizado na sociedade verde e amarela, ocorre uma exclusão e segregação do que se considera língua.
Primeiramente, é importante salientar o que é a língua, pois dessa forma é possível reconhecer o preconeito línguistico. A língua é, sobretudo, um elemento social, voltado para comunicação, sendo escrita ou oral. Ela é dinâmica, flúida, viva e detêm variações. Dessa forma, o preconceito linguístico é uma espécie de discrimanação linguística, onde só se considera um modelo fixo de língua. No livro Preconceito Línguistico de Marcos Bagno, por exemplo, ocorre a exposição de um mito comum na socidade brasileira, a falácia que a gramática normativa é a “português” oficial. A partir disso, inferi-se que o discriminação linguística brasileira ocorre por só considerar correto o que é formal, fora disso, não há comunicação.
Para além, é necessário enxergar a composição heterogênea do quadro linguístico do Brasil. Uma vez que o território dessa nação carrega uma imensa variação linguística e diversidade no idioma. Logo, ao considerar a gramativa normativa como a forma certa da língua, há uma exclusão dos outros modelos de português, dialetos e possíveis novas formas de comunicação. Dessa maneira, ainda segundo o livro Preconceito Linguístico, Bagno afirma que a gramativa normativa é apenas uma face do gigantesco poliedro do que é a língua. Por isso, deve haver a inclusão de todas as outras formas do português e suas mudanças.
Portanto, urge ao Governo tomar providências para solucionar a problemática. Para tanto, deve haver a aprovação de políticas públicas por parte do poder executivo, que por meio de linguistas e lexicólogos identifiquem, classifiquem e incluam toda as línguas. Simultaneamente, o Ministério da Educação deve promover novos métodos que ensinem a reconhecer a língua e suas variações nas escolas. Para que assim, seja possível mitigar o preconceito linguístico e a nação torne-se mais próspera.