Preconceito Linguístico

Enviada em 12/04/2022

O BBB 21 é uma demonstração de como o preconceito linguístico ainda está atrelado à nossa sociedade. A participante Juliette sofreu diversas “piadinhas” dos outros concorrentes por causa de seu sotaque nordestino e seu jeito de falar. Diante desse fato, não podemos ignorar como uma grande parte da população tem seu dia a dia afetado pela implicância ao dialeto informal. Além disso, é importante ressaltar que a língua não se resume à gramática.

Em virtude da frequente associação entre gramática e língua, a discriminação linguística se torna cada vez mais evidente e presente no cotidiano. De acordo com Antunes (2007), o preconceito linguístico ocorre por se acreditar que aquele que não domina as regras da gramática não sabe se comunicar adequadamente. Por conseguinte, faz-se necessário desvincular a ideia de que a norma padrão é a única forma de linguagem.

Além da intolerância gramatical, há outras maneiras de discriminar o modo de falar de outra pessoa. Como exemplo, podemos citar o personagem Chico Bento, da Turma da Mônica, que é inferiorizado por ser caipira e carregar um sotaque bem distinto. Fazendo um paralelo com os quadrinhos, no mundo real o preconceito é ainda pior. Muitas pessoas perdem oportunidades de trabalho, são ridicularizadas e inferiorizadas, podendo até desenvolver problemas de autoaceitação.

Em síntese, podemos evidenciar a importância de criar soluções para este problema eminente. Cabe ao Estado disponibilizar ações e palestras, a fim de conscientizar a população da relevância de todo tipo de linguajar. Ademais, é dever do sistema educacional ensinar a norma padrão e promover atividades que normalizem as variadas formas de se comunicar. Com as devidas providências, é possível atingir um nível adequado de respeito linguístico.