Preconceito Linguístico

Enviada em 17/06/2022

a lingua nativa do Brasil seja o português, há muitas variantes dela, isto éA lingua de um país é fundamental para a comunicação e interação entre osindividuos. E, embora , dependendo da região, a lingua pode tomar outros rumos além da norma-culta. No entanto, a mesma também atuar como uma ferramenta de segregação social. O preconceito linguistico é inerente no Brasil, visto que, apesar a unificação da lingua, a vasta região permite outras formas de representação ou sotaques, e uma não deveria ser melhor do que outra.

Primordialmente, deve-se pontuar que o preconceito linguistico é inerente, majoritariamente, em regiões de alta renda per capita. Nesse aspecto, evidencia-se que, a comunicação se tornou um meio de segregação social e um notório construto na hierarquização de uma lingua ‘‘mais correta’’. Nesse viés, pode-se analisar o olhar sob a perspectiva da Filósofa Simone de Beauvoir. De acordo com sua análise, mais escandalosa que a problemática é o fato de a sociedade se habituar a ela. Ao traçar um paralelo com a temática do preconceito linguistico, aponta-se que os indicios da existência de um problema são comumente vistos como natural. Dessa maneira, torna-se uma realidade a problemática se o olhar proposto pela Filosófa for concretizado.

É importante frisar que, em segunda análise, há um estigma sobre as diversidades linguisticas regionais no âmbito trabalhista. Nesse sentido, esse público é, não raro, excluido do mercado de trabalho, devido ao discurso de que são incapazes de se comunicar pelos sotaques respectivos. Nessa senda, é possivel mencionar a Dialética Socrática interpretada por Platão. Consoante sua abordagem, Sócrates afirma que só é preciso ter contradição em uma comunicação para se obter conhecimento, sem se importar com nenhum tipo de dislalia ou sotaque. Em posse desse discurso excludente, muitos empregadores justificam a lamentável prática do capacitismo no cenário empregatício. Dessa forma, reforçam-se, cada vez mais, a correlação entre sotaque e a região natal das pessoas.

Em suma, é evidente que o preconceito linguístico ainda persiste no Brasil. Portanto, é necessário uma reeducação com, por intermédio do Ministério da Educação, campanhas de conscientização nas escolas e nos canais abertos afim de polarizar a naturalização da diversidade linguística no Brasil. Além disso, é de extrema importância, que o Poder Legislativo - a quem cabe a função de criar normas - elabore uma lei de cotas para pessoas com problemas de dislalia, por meio da Emenda Constitucional. Desse modo, a atualização do conceito de lingua, realizada pelas campanhas, abordará uma nova simbologia de subjetividade e orgulho.