Preconceito Linguístico
Enviada em 27/05/2022
Convém lembrar que no periodo de colonização do Brasil, as línguas dos povos indíginas e as líguas africanas sofreram restrições e proibições. Diante de uma trajetória histórica ditatória, o preconceito linguistico segue vivo nas raízes brasileiras, de forma que tal preconceito é um grave problema devido a marginalização que ele provoca. Por conseguinte o ensino da gramática normativa nas escolas contribui para esse cenário.
Á princípio deve -se abordar que Darcy Ribeiro em seu último estudo sobre o povo brasileiro. escreveu ‘‘Falam uma mesma língua, sem dialetos’’. Em pespectiva real de acordo com o instituto locomotiva, 8% da população brasileira residem em favelas. Nota-se que não só a língua falada, mas também a música que vem de comunidades perífericas como:o funk, o rap ou o hip-hop, estilos nos quais os cantores se expressam com um vocabulário local, infelizmente ainda é
considerado ‘‘marginal’’. Diante desse fato percebe- se que não falamos a ‘‘mesma língua.
Ressalta-se ademais, que a Lei do Diretório de 3 de maio de 1757 determinou a obrigatoriedade do uso da “Língua do Príncipe” (língua portuguesa) na então colônia portuguesa (Brasil). Nas escolas o ensino da gramática normativa contribuiu para o preconceito linguistico, já que apenas ensina o conceito de certo ou errado, sem considerar as variedades linguiticas existente no país.
Torna-se evidente, portanto, que para mudança desse cenário é necessário que as escolas façam uma abordagem mais detalhada desse tema. Além de ensinar, nas aulas de Português, todas as variantes existentes na língua. A mídia deveria parar de estereotipar as pessoas pelo seu modo de falar e poderia investir em capanhas que desconstruam o preconceito linguístico. É função do governo lançar campanhas publicitárias que mostrem para a sociedade os maléficios que o preconceito linguístico tem nas relações sociais. Pois como o escritor Fraz Kafta disse: ’’ A única coisa que temos que respeitar, porque ela nos une, é a língua.’’