Preconceito Linguístico
Enviada em 12/07/2022
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Este poema do modernista Drummond de Andrade mostra que ao longo do seu desenvolvimento, a sociedade encontra diversos obstáculos. Atualmente, um dos grandes problemas enfrentados pela população é o preconceito linguístico, causado pela ideia de que existe apenas uma língua correta e que gera a prática da exclusão social.
A princípio, é imperioso notar que a variação linguística é um fenômeno que ocorre pela diversificação de uma língua falada, ou seja, a língua possui características dinâmicas e sensíveis a fatores como classe social e região geográfica. Seguindo essa linha de raciocínio, o sociólogo Herbert Spencer, em sua teoria sobre o organicismo social, diz que a sociedade (assim como a língua) é como um organismo vivo e está em constante mudança e adaptação. Sendo assim, ao julgar uma variante como errada, o indivíduo está agindo com preconceito linguístico.
Como consequência, há a exclusão social de pessoas que não se encaixam no padrão linguístico e isso gera um fato patológico. Sob essa ótica, segundo o sociólogo Émile Durkheim, um ambiente, em crise, não favorece o progresso coletivo. Assim, visto que as pessoas excluídas desenvolvem problemas de autoestima e medo de falar em público, o progresso coletivo fica estagnado (fato social) pois esses indivíduos acabam apresentando dificuldades em conseguir empregos - principalmente os que requerem a comunicação em especial.
Infere-se, portanto, que o preconceito linguístico se mostra uma grande pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento. Dessarte, a fim de diminuir o índice desse preconceito, o MEC (Minisério da Educação) deve promover políticas públicas que, por meio de palestras e campanhas, informem a população sobre a importância da diversificação da língua, incentivando-os, assim, a agirem com compreensão em lugar da discriminação.