Preconceito Linguístico

Enviada em 11/08/2022

Durante o Período Colonial do Brasil, diversas etnias conviveram em sociedade. Esse fator contribuiu para as diversas variações da língua no português brasileiro. No entanto, com o enorme acervo de dialetos no país, o preconceito linguístico instalou-se e vem aumentando cada vez mais, trazendo inúmeros efeitos à comunidade brasileira. Desse modo, pode-se mencionar a negligência coletiva e a ineficiência estatal como agravadores da situação.

Nesse contexto, percebe-se que um dos fatores que intensifica o preconceito linguístico é o descaso coletivo. Essa condição pode ser observada na ideia de Banalidade do Mal, de Hannah Arendt, que afirma que o pior mal é aquele tratado com indiferença. Bem como na teoria, vê-se, na realidade, vários casos de pessoas sofrendo com tratamentos degradantes, apenas pelo seu jeito de falar, sem que haja comoção da população, já que banalizaram aquilo que faz mal. Dessa forma, mudanças são importantes para mitigar essa problemática, pois ela cria uma divisão social, alterando negativamente a qualidade de vida do cidadão.

Além disso, a ineficiência estatal agrava ainda mais o cenário do preconceito linguístico no Brasil. Logo, segundo a obra “Utilitarismo”, de Stuart Mill, é dever do Estado garantir o maior bem-estar possível para o povo, assegurando seus direitos. Fazendo um paralelo com a conjuntura do país, é notório que o governo parece estar inerte quanto aos atos desumanos voltados às variantes linguísticas, apesar de a sensação de acolhimento ser uma necessidade humana. Sendo assim, é visível que atitudes precisam ser tomadas para combater essa mazela, porque, progressivamente, mais indivíduos tornam-se vítimas desse sistema falho, dando a noção de impunidade aos agressores.

Medidas, portanto, fazem-se indispensáveis para reduzir o preconceito linguístico na nação. Diante disso, o Governo Federal, instância máxima do país, deve, por meio de propagandas na mídia, apresentar produções artísticas que mostrem respeito entre as variações da língua, além de aumentar a fiscalização em espaços comuns, a fim de promover a harmonia social e punir a violência. Assim, o princípio utilitarista, de Stuart Mill, será corretamente aplicado.