Preconceito Linguístico

Enviada em 21/08/2022

Desde o período da colonização portuguesa, a língua dos nativos que aqui viviam foi ignorada e excluída. Logo, se antes o português foi imposto e obrigatório em todo território, hoje é possível observar que essa realidade não mudou, pois o preconceito linguístico ainda persiste no Brasil. Dessa forma, as ações imperialistas com relação ao dialeto podem ser vistas no ambiente escolar e na sociedade.

Em primeiro plano, vale destacar que as instituições de ensino brasileiras aju-dam a reforçar a noção de certo e errado com relação ao português. Nesse aspec to, enxergar a língua pelo viés exclusivo - e não inclusivo - ajuda a fortalecer atos intolerantes desde a infância. Contudo, segundo Marcos Bagno, em seu livro o Pre- conceito Linguístico, a educação precisa valorizar a diversidade cultural do país. Logo, isto mostra-se coerente, já que o Brasil possui grande extensão territorial e as pessoas de diferentes regiões têm hábitos distintos, tanto linguísticos quanto culturais. Dessa forma, é papel da escola não fortificar atitudes discriminatórias.

Além disso, deve-se ressaltar também que a intolerância na infância provoca atitudes de exclusão social nos adultos. De fato, a educação no Brasil não é igualitária para todos, pelo contrário, é instrumento de desigualdade social pela negligência do Estado. Assim, ela acaba por reafirmar, na vida adulta, atitudes discriminatórias entre os mais velhos, tendo elemento de reforço a mídia, que serve como mecanismo de dominação e ainda enfatiza as diferenças regionais pela linguagem. Logo, isso pode ser observado em novelas como ‘‘Etâ Mundo Bom!’’ da rede Globo, em que os personagens do interior são ridicularizados, como é o caso de Candinho.

Portanto, m Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, o Ministério da Educação deve financiar campanhas nas mídias que ressaltem a diversidade e repudiem atitudes de preconceito, por meio da fala de pessoas de diferentes regiões do país com relatos discriminatórios que sofreram, com o objetivo de cessar os casos e informar mais sobre o assunto. Ademais, o MEC deve promover cursos aos professores de português com intermédio de debates e discussões que desconstruam o ensino atual, a fim de enfatizar a necessidade de tornar o português uma língua incluisiva, como deseja Marcos Bagno.