Preconceito Linguístico

Enviada em 13/09/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca do preconceito linguístico no Brasil. Esse problema decorre da falta de reflexão e do silenciamento midiático; o que configura uma grave problemática. Assim sendo, torna-se premente analisar formas de combater o óbice em prol da plena harmonia social.

Efetivamente, o conceito de “Banalidade do Mal”, cunhado pela filósofa Hannah Arendt, alega que quando uma atitude hostil é constantemente praticada, a sociedade tende a banalizá-la. Desse modo, a contínua ocorrência de casos envolvendo o preconceito linguístico leva, segundo Arendt, à normalização por parte do corpo social, que passa a se portar de maneira irracional diante do embróglio. Consequentemente, a exclusão originada pelo modo de falar aumenta e ocasiona uma ruptura crescente no bem-estar coletivo.

Ademais, o filósofo Pierre Bourdieu defende que o que surgiu para ser instrumento de democracia jamais deve ser convertido em mecanismo de opressão. A mídia, segundo ele, é uma ferramenta democrática e, como tal, possui o dever de denunciar tudo aquilo que fere o bom convívio entre o povo. Entretanto, na realidade tupiniquim, em vez de promover debates sobre os danos causados pela intolerância linguística, a imprensa se mantém em absoluta inércia. Por conseguinte, situações em que, por exemplo, uma criança sofre bullying por parte dos colegas por apresentar um sotaque incomum naquele ambiente passam a serem vistas como normais, o que agrava o problema.

Portanto, o Governo deve instituir parcerias público-privadas com empresas envolvidas no ramo midiático, ao torná-las isentas de parte dos impostos, com o intuito de combater o preconceito linguístico no Brasil. Essa ação deve ser tomada por intermédio da exposição em propagandas dos danos sociais que a intolerância supracitada gera. Espera-se que, com tal medida, a falta de reflexão da sociedade e a falta de denúncia midiática sejam superadas e o empecílho, enfim, erradicado.