Preconceito Linguístico
Enviada em 27/09/2022
O influenciador digital “Gustavo Tubarão” mostra em suas redes sociais particularidades do sotaque mineiro, ressaltando a variação linguística existente no Brasil. Entretanto, esse não é um tema muito abordado nos dias atuais, visto que o preconceito linguístico ainda está muito presente na sociedade. Neste sentido, vê-se a importância das mídias sociais e da escola no combate da intolerância às variadas formas da linguagem.
Primeiramente, as mídias sociais, principal difusor de informações da atualidade, deve atuar contra o preconceito linguístico. A novela “Pantanal”, por exemplo, exerce esse papel retratando o sotaque pantaneiro, uma variedade da língua portuguesa raramente mostrada na televisão. Obras como essa possuem representatividade e reforçam o sentimento nacionalista e regionalista. Logo, a mídia deve investir em séries, filmes e novelas que apresentem sotaques de diferentes regiões e estados brasileiros para auxiliar no combate ao preconceito linguístico.
Além disso, é importante que a escola participe de projetos de enfrentamento da intolerância às distintas formas da fala. Segundo dados do UOL, 48% dos alunos já sofreram correções por parte dos professores pela maneira de falar. Tais números demonstram que o ensino no Brasil ainda é retrógrado e a escola, que deveria ser um espaço de acolhimento e respeito, é um ambiente segregativo. Assim, deve haver mudanças na forma como a linguagem é ensinada aos estudantes para que as diversidades sejam valorizadas e o preconceito linguístico seja combatido.
Portanto, o preconceito linguístico ainda é muito presente na sociedade brasileira. Cabe ao governo, por meio do Ministério da Educação, elaborar programas midiáticos, que sejam transmitidos na televisão e nas escolas, onde influenciadores como “Gustavo Tubarão” representem seus estados e enfatizem as variações da linguagem presentes no território brasileiro. Isso deve ser feito para que a intolerância às distintas formas da fala seja combatida, esse tema seja mais abordado e o Brasil não seja um país segregacionista.