Preconceito Linguístico
Enviada em 10/11/2022
Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenação , da exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que se construiu em uma base histórica destorcida. Hoje, a antiga terra tupiniquim avança rumo ao progresso. Todavia, é preciso superar mazelas, como o preconceito linguístico , fomentada pelo escasso exercício de racionalidade e pela má influência mediática. Logo, tais adversidades devem ser sanadas em prol da harmonia social.
Nesse contexto, é mister salientar, mormente, os imbróglios gerados devido à inexistência de um pensamento racional. Nesse sentido, conforme o conceito de “ Banalidade do mal" de Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a irracionalidade revelada no pensamento intolerante, enraizado na sociedade , no qual indivíduos que não se adequam a gramática normativa devem ser desprezados por expressar-se de modo diferente, configurando a trivialização da maldade, o que, para Arendt ocorre quando há ausência de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Diante dessa calamitosa conjuntura, percebe-se que corpo social normalizou o uso da norma-padrão na comunicação e, sendo assim, desconsidera que a língua é dinâmica e está sujeita à variações regionais e socioeconômicas. Consequentemente, os falantes dessas diversidades linguísticas tendem a se isolar, o que gera, por exemplo, a exclusão social dessa camada da sociedade.