Preconceito Linguístico

Enviada em 31/07/2023

Na obra cinematográfica “O auto da compadecida”, vê-se no roteiro um exemplo de linguagem regionalizada, comum do nordeste. Na realidade brasileira os nordestino ainda sofrem com o preconceito linguístico pelo modo que falam, assim como analfabetos, com seus erros de pronúncia e escrita, acabam sendo julgados por isso.

Inicialmente, o estigma com as linguagens regionalizadas ocorrem, principalmente, por consequência das migrações brasileiras para diversos estados. A exemplo disso, na industrialização brasileira, em que encontrava-se na região Sudeste, maior concentração industrial, atraindo pessoas de muitos lugares, em busca de trabalho nas cidades, os nordestinos foram alguns desses migrantes. Desde então, esses indivíduos lidam com críticas ao seu sotaque e expressões específicas de seu lugar de origem, já que são associadas à “burrice” ou falta de capacidade cognitiva. Sendo assim, essa situação de intolerância já perdura por muitos anos no País.

Além disso, cidadãos que não tiveram acesso a educação básica, também são vítimas. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) faz pesquisas periódicas que indicam índices de analfabetismo no Brasil, mostrando que milhares de brasileiros não sabem ler e escrever, o que leva à marginalização sofridas por estes, ao não pronunciarem ou escreverem corretamente as palavras. Por isso, muitos indivíduos vivem com a discriminação, devido a não conhecer a norma culta da língua portuguesa, uma consequência do analfabetismo.

Concluí-se que o preconceito linguístico afeta negativamente os diferentes cidadãos, seja por sua regionalidade ou nível educacional. Portanto, o Ministério da Cultura deve criar mobilizações e distribuir mais informações sobre a diversidade linguística existente no corpo social brasileiro, além de dados sobre migração e analfabetismo, por meio de publicações de vídeos informativos e entrevistas com povos de diferentes regiões, utilizando as redes sociais, espaço em que a informação é compartilhada com muitas pessoas, tendo alcance não somente nas regiões Nordeste e Sudeste, mas também em todo o país. A fim de minimizar o estigma e desconhecimento a cerca das variações linguísticas do país brasileiro.