Preconceito Linguístico

Enviada em 04/07/2023

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico nacional, assegura o pleno desenvolvimento nacional. No contexto da sociedade brasileira hodierna, encontra-se um impasse no que diz respeito à garantia dessa consoante, uma vez que inúmeros indivíduos encontram-se em situação de preconceito linguístico, que ocasiona um impasse para esse desenvolvimento. Com efeito, é fundamental analisar os principals propulsores desse contexto hostil: lacuna no sistema educacional e inércia social.

Diante desse cenário, é importante destacar a indiferença social como fator influente para a ocorrência dessa problemática. Sob esse viés, a consoante Hannah Arendt possuía a ideia sobre a “banalidade do mal”, conceituada como aceitação da maldade por ser recorrente. Dessa forma, é possível observar tal banalidade no Brasil, oriundo da neutralização do preconceito linguistico, visto que muitos indivíduos ainda sofrem com essa consequência. Por conseguinte, esse processo de ignorância agrava a invisibilidade desse preconceito.

Ademais, é válido ressaltar que a lacuna no ensino potencializa essa conjuntura. Sob essa ótica, o físico alemão Albert Einsten cita que “é mais fácil desintegrar um atomo do que um preconceito”. Tal pré julgamento ocorre no Brasil, visto que tem como principal ideal o aprendizado da linguagem que obedece a norma padrão e despreza outros estilos linguisticos que existem no território brasileiro, dessa forma, o preconceito é enraizado na lacuna educacional. Logo, é notório a deficiência no órgão educacional brasileiro oriundo de um preconceito.

É evidente, portanto, a necessidade de medidas que solucionem os desafios do preconceito linguístico no Brasil. Nessa perspectiva, cabe a mídia - órgão de alcance nacional de informações - elaborar conteúdos que orientem a sociedade sobre as consequências do preconceito linguístico. Isso pode ser feito através de incentivos cinematográficos como novelas, com a finalidade de gerar mais conscientização. Paralelamente, faz-se imprescindível que o Estado - identidade de maior poder executivo - ofertar políticas públicas implantadas no ensino público, com a finalidade de reduzir a lacuna educacional. Dessa forma, torna-se viável honrar a Constituição Federal de 1988, garantindo o pleno desenvolvimento.