Preconceito Linguístico

Enviada em 16/07/2023

O filósofo Thomas More, em sua obra “Utopia”, apresenta uma sociedade perfeita, a qual e caracterizada pela ausência de mazelas sociais. No entanto ao se analisar a conjuntura brasileira, vê se uma oposição ao texto sobredito, já que o preconceito linguístico e a exclusão social geradas por ele comprometem a harmonia coletiva nacional. Diante disso, têm-se um problema fomentado não só pela falta de conhecimento das diferentes culturas das regiões do Brasil, mas também pela omissão governamental acerca disso.

Nessa perspectiva, devemos salientar que o Brasil é o 5° maior país do mundo em território e que é um país miscigenado, essas características, consequentemente, tornam o país rico em variações linguísticas. Porém, o choque entre essas culturas impulsionado pela falta de conhecimento, faz com que as vítimas desse preconceito linguístico passem por exclusões sociais da sociedade. Assim limitando-as aos direitos previstos no 6° artigo da Constituição federal de 1988 tais como trabalho e educação.

Por conseguinte, esses preconceitos contra a linguagem desses cidadãos impactam não somente eles mas todos que compartilham desta mesma cultura, caracterizando assim xenofobia, que é o preconceito com uma cultura, hábito, etnia ou religião diferente. Dessa forma, nota-se a omissão do governo, que pretere do viés, pois o mesmo não age tomando iniciativas contra o preconceito linguístico e as exclusões causadas por ele, visando cumprir com a Constituição brasileira.

Portanto, torna-se de suma importância que o governo federal em parceria com o ministério da cultura, destine verbas arrecadadas através de impostos para criação de políticas públicas como a difusão de culturas visando propagar as diferenças formas de expressão linguísticas, mas também para a reparação dos danos sofridos pelos cidadãos excluídos socialmente pelo preconceito linguístico. Só assim, a sociedade brasileira se encaminhará para a idealizada por Thomas More em “Utopia”.