Preconceito Linguístico

Enviada em 04/08/2023

Na obra cinematografica “O auto da compadecida”, vê-se no roteiro um exemplo de linguagem regionalizada, comum do Nordeste. Na realidade brasileira os nordestinos ainda sofrem com o preconceito linguístico pelo modo que falam, assim como analfabetos, com seus erros de pronúncia e escrita, acabam sendo julgados por isso.

Inicialmente, o estigma com as linguagens regionalizadas ocorrem, principalmente, por conta das migrações brasileiras para diversos estados. A exemplo disso, historicamente, observa-se na industrialização brasileira, em que encontrava-se na região Sudeste, maior concentração industrial, atraindo muitas pessoas, em busca de trabalho nas cidades, os nordestinos foram alguns desses migrantes. Desde então, esses indivíduos lidam com críticas ao seu sotaque e expressões específicas do lugar de origem, já que são associadas à “burrice”. Sendo assim, essa situação de intolerância já perdura por muitos anos no país.

Além disso, cidadãos que não tiveram acesso a educação básica, também são vítimas. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) faz pesquisas periódicas que indicam índices de analfabetismo no Brasil, em 2019 a pesquisa mostrou que 6,6% da população é analfabeta , isto é, 11 milhões de brasileiros não sabem ler e escrever, o que leva à marginalização sofridas por estes ao não pronunciarem ou escreverem corretamente as palavras. Por isso, muitos indivíduos vivem com a discriminação, devido não conhecer a norma culta da língua portuguesa, uma consequência do analfabetismo.

Concluí-se que o preconceito linguístico afeta negativamente os diferentes cidadãos, seja por sua regionalidade ou nível educacional. Portanto, o Ministério da Cultura deve criar mobilizações e distribuir mais informações sobre a diversidade linguística existente no corpo social brasileiro, além de dados sobre migração e analfabetismo, por meio de publicações de vídeos informativos, utilizando as redes sociais, espaço em que a informação é compartilhada com muitas pessoas, tendo alcance não somente nas regiões Nordeste e Sudeste, mas também em todo o país. A fim de minimizar o estigma e desconhecimento a cerca das variações linguísticas do país brasileiro.