Preconceito Linguístico
Enviada em 11/09/2023
Durante o período da colonização do Brasil, no século XVI, os portugueses reprimiram a cultura dos povos indígenas para que a sua própria fosse instaurada, como a questão da língua, em que imporam o português para os nativos. De forma análoga ao acontecimento histórico, atualmente é possível analisar resquícios da prática no país, evidenciado pelo preconceito linguístico. Assim, dentro da problemática, sotaques e formas de falar são colocadas como superiores a outras, tendo como efeito o isolamento de parcelas da sociedade e a desvalorização de outras culturas.
Primeiramente, vale ressaltar que certos grupos sociais são excluídos pelo seu estilo de fala. Sob esse viés, um exemplo é o preconceito ligado ao funk, estilo musical em que os cantores fogem com frequência da norma padrão da língua, utilizando de gírias e grafias erradas de palavras. Com isso, as canções retratam a realidade linguística de uma parte da população, mas são julgadas e até associadas a criminalidade pelo vocabulário, marginalizando os cantores e os indivíduos que se identificam com as músicas.
Outro efeito a ser considerado é a desvalorização de outras culturas. Nessa perspectiva, no programa “Big Brother Brasil”, em 2021, a participante Juliette foi vítima do preconceito em questão pelo seu sotaque da Paraíba, tendo suas raízes ridicularizadas pelos demais integrantes da casa. Dada a situação, é notável que esse julgamento não atinge apenas a forma de falar de uma pessoa, mas diminui todo o conjunto de costumes dos povos e comunidades a qual se faz referência com os comentários.
Concluindo, o preconceito linguístico gera a exclusão de grupos da população e a desvalorização de outras culturas. Logo, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela administração da educação no Brasil, promover a valorização das variações presentes na língua. A ação seria por meio da implementação da temática durante as aulas sobre a norma padrão, tendo como finalidade reduzir os efeitos do problema na nação.