Preconceito Linguístico

Enviada em 26/09/2023

Marta Scherre afirma que o julgamento depreciativo da fala alheia revela um preconceito baseado em várias variedades linguísticas, atingindo comunidades marginalizadas e aumentando a discriminação no país. Para resolver esse problema, são necessárias ações.

Desde o descobrimento do Brasil no século XVI, vimosa a imposição da língua portuguesa europeia sobre as línguas indígenas, o que levou à estigmatização da língua indígena. Hoje em dia, grupos menos privilegiados ou migrantes com diferentes sotaques e modos de expressão são excluídos, principalmente devido à ênfase em uma única forma “correta” de comunicação baseada na gramática normativa.

As medidas são necessárias neste contexto. Devido à grande extensão geográfica do Brasil, existem inúmeras variações e diferenças linguísticas que frequentemente causam confusão e até mesmo violência. As atrizes de telenovelas precisam mudar seus sotaques regionais devido à inflexibilidade da gramática normativa.

Portanto, é óbvio que os padrões atuais devem ser revisados. O Ministério da Cultura, em conjunto com organizações não governamentais, deve promover a celebração da diversidade linguística por meio de apresentações teatrais e palestras abertas ao público ministradas por especialistas. A violência ligada ao preconceito linguístico deve ser denunciada pela polícia civil por meio de canais sigilosos e campanhas de conscientização por meio da mídia televisiva e radiofônica. Immanuel Kant afirmou que a educação molda o ser humano, então o Ministério da Educação deve oferecer palestras nas escolas ministradas por profissionais de segurança e psicologia para ensinar os alunos a respeitar as várias formas de comunicação e evitar que se tornem fatores de exclusão social. Assim, podemos evitar situações como as que Marta descreveu.