Preconceito Linguístico

Enviada em 30/09/2023

Marta Scherre enfatiza que o preconceito linguístico é um problema persistente que se manifesta em percepções depreciativas, desrespeitosas, divertidas e humilhantes da fala de outras pessoas, aumentando a discriminação contra certas variedades linguísticas associadas a grupos de menor prestígio social.

Essa questão tem raízes na história do Brasil desde a colonização, quando os colonos portugueses europeus ensinaram a língua tupi dos povos indígenas, chamando-a de “errada”. A exclusão social é causada pela cultura atual que mantém a gramática normativa como única forma “correta” de comunicação, principalmente entre grupos de menor status social ou migrantes com diferentes sotaques e modos de fala. Além disso, as mudanças que a língua experimenta ao longo do tempo, como o uso de gírias, mostram como a linguagem pode mudar. A tomada de medidas é necessária para resolver esse desastre. O Brasil tem uma grande variedade de variações linguísticas e particularidades regionais devido à sua extensão geográfica, o que pode causar estranhamento e, em situações extremas, violência física, verbal e psicológica. Como resultado, é evidente que a situação atual requer uma mudança.

O Ministério da Cultura deve trabalhar em conjunto com organizações não governamentais para promover a valorização dos sotaques linguísticos, apresentando peças teatrais e palestras gratuitas e ministradas por especialistas. A polícia civil deve proteger a liberdade linguística, incluindo campanhas publicitárias na televisão e no rádio, e estabelecer canais sigilosos para denúncias de violência relacionada ao preconceito linguístico.