Preconceito Linguístico
Enviada em 04/10/2023
O linguista e filósofo Marcus Bagno comenta acerca do preconceito liguistico, o descrevendo como todo valor negativo às demais variantes linguísticas. Entretanto, no Brasil se tem o desafio de combater o preconceito linguistico, devido sua banalização e a negligência estatal. Diante dessa perspectiva, faz se imperiosa a mudança dos fatores que contribuem para prosperar a discriminação linguística.
Em primeira análise, o preconceito linguistico é banalizado por não ser visto como uma maldade humana. Pelo fato de existir uma norma padrão e as demais variantes linguísticas serem consideradas uma forma errada de se expressar e por consequência ser vítima da discriminação, causadora da exclusão social e desenvolvimento de entraves pessoais, como medo de falar em público, dificuldade de conseguir emprego, prejuízo à autoestima. Nesse contexto, pode ser observado como uma “Banalidade do Mal” da filósofa e socióloga Hanna Arenth, o qual as pessoas tornam uma atitude maldosa como algo comum, por ser recorrente na sociedade.
Ademais, a negligência do Estado possui intima relação com propagação do preconceito linguístico. Pois, nesse contexto, faz se necessária a criação de leis, para que seja inibido o revés e assim tenha uma punição para o ato. Nessa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, o Estado deve agir para garantir as normas da sociedade em que opera, o oposto tem se quebra do contrato social.
Haja visto o problema, é preciso que o Governo Federal, órgão responsável por administrar políticas púbicas, faça a criação de leis, por meio da administração direta e demais entes, para punir quem pratica o preconceito linguístico e assim seja criminalizado e visto pela população com reprovação. Dessa forma, a discriminação linguística e os seus prejuízos serão atenuados.