Preconceito Linguístico
Enviada em 13/10/2023
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual prevalecem a harmonia e o respeito entre os cidadãos. Entretanto, fora da ficção, percebe-se que essa realidade não se enquadra no cenário atual, uma vez que, comumente, pessoas, especialmente de baixa renda, sofrem preconceito linguístico. Nesse contexto, deve-se analisar as raízes históricas do problema e suas consequências.
Primeiramente, vê-se que o preconceito linguístico tem suas raízes no passado. Para o sociólogo Karl Marx, as desigualdades são geradas por condições econômicas anteriores ao nascimento de cada ser, de forma que, infelizmente, nem todos recebem as mesmas oportunidades financeiras e sociais ao longo da vida. Sob esse viés, um exemplo do materialismo histórico de Marx, é a colonização portuguesa e a adequação forçada dos indígenas ao idioma de seus colonizadores. Dessa forma, é essencial o combate a tamanho desafio, que é o preconceito linguístico.
Ademais, já presentemente, o combate ao preconceito linguístico torna-se um desafio por estar enraizado nas pessoas. Para a filósofa alemã Hannah Arendt, a sociedade se tornou cega perante aos problemas embutidos nela; fenômeno conhecido como “banalidade do mal”. Entretanto, as vítimas do preconceito não estão alheias às chagas como, frequentemente, seus praticadores, gerando cicatrizes profundas em suas identidades. Destarte, essa situação precisa ser urgentemente modificada para que estabelecamos a harmonia entre os indíviduos.
Portanto, faz-se necessário uma intervenção. O governo proporcionará uma intervenção midiática por meio de campanhas nas escolas, a fim de conscientizar os jovens estudantes a respeito das raízes históricas do preconceito linguístico e suas consequências, e contribuir para a formação de cidadãos respeitosos. Por conseguinte, a sociedade brasileira será capaz de enfrentar seus obstáculos sociais e se aproximar da realidade de More.