Preconceito Linguístico
Enviada em 24/10/2023
Segundo Albert Einstein, ´´é mais fácil desintegrar um átomo do que acabar com um preconceito enraizado´´. Nesse sentido, o físico deixa evidente as dificuldades para combater os preconceitos vividos em sociedade, quando se observa o desafio para combater o preconceito linguístico no Brasil, que tem crescido cada vez mais no país, em que pessoas que vivem em capitais acreditam que pessoas com expressões diferentes e interioranas estão erradas em sua maneira de falar. Nessa perspectiva, destacam-se dois aspectos importantes: a discriminação e a falta de informação.
Em uma primeira análise, é relevante ressaltar que a discriminação sofrida por quem mora fora da capital tem se abrangido cada vez mais no país. Sob a perspectiva de São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm o mesmo valor, além de direitos e deveres garantidos pelo Estado. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, visto que, não existe uma lei ou uma penalidade garantidos pelo Governo para os que discriminam aqueles que se comunicam de maneira diferente.
Outrossim, a falta de informação é outro fator que eleva os desafios contra o preconceito linguístico. Desse modo, moradores de regiões mais desenvolvidas, como por exemplo: sul e sudeste acreditam que por alguém viver em regiões como norte e nordeste não sabe falar corretamente, e, muitas vezes, menosprezam, invalidam, e os estigmatizam frequentemente. Nesse sentido, nordestinos são os mais hostilizados, o que dificulta sua vivência em sociedade.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescíndivel que o Governo Federal - órgão de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - por intermédio de ongs e escolas, crie campanhas capazes de informar a todos sobre como acontece o preconceito linguístico e o que o causa, incentivando às vítimas a tomar as devidas providências, e elucidar aos praticantes o quão grave é esse preconceito, a fim de que diminuam os casos de atos xenofóbicos vivenciados no país. Além disso, o Governo, em parceria com o Ministério da educação deve investir em palestras nas escolas para que desde o jardim de infância, a criança cresça sabendo dos seus direitos e deveres.