Preconceito Linguístico
Enviada em 28/10/2023
No filme brasileiro “Que horas ela volta”, a personagem principal, Val , sofre preconceito linguístico, por parte de sua patroa, que constantemente realça seu jeito “engraçado” de falar, e corrige seus erros gramaticais em público, causando constrangimento da mesma. Fora da ficçao, essa é uma realidade constante na sociedade brasileira, já que as pessoas que falam as variantes mais desprestigiadas da língua, de forma geral, são tratadas como inferiores ou com falta de seriedade. Nesse sentido, é necessario entender melhor sobre as causas e consequências desse problema social.
Primeiramente, é importante ressaltar que a falta de investimento em educação faz com que as pessoas das classes mais baixas da sociedade, não temham acesso ao aprendizado das variantes masi prestigiadas da língua. Dessa maneira, se forma um circulo vicioso de gerações sem o devido acesso a cultura, e que como consequencia falam utilizam variantes linguísticas mais desprestigiadas pela sociedade, e são os principais alvos do preconceito linguístico.
Além disso, o fato de as pessoas de classes socias baixas nem sempre seguirem as regras gramaticais do português, é apenas um reflexo da desigualdade social presente no país, já que não foram lhes foram ensinadas as variantes mais prestigiadas da língua - faladas pela elite, com acesso á cultura e escolaridade. Dessa forma, as opiniões e ideias daqueles que utilizam as variantes mais desprestigiadas da língua não devem ser taratdas com descrédito. Afinal, independente da maneira de falar de um indivíduo, a língua não se limita ao seguimento de regras da gramática, ou da sofisticação das palavras, já que sua essência se dá no que é falado, não como é falado.
Portanto, é necessario respeitar todas as variantes linguísticas, sejam elas prestigiadas ou não, pois a forma que se fala , não se passa da estética da língua. Nesse contexto, afim de diminuir os impactos causados pelo preconceito linguístico na sociedade, é necessaria a criação de campanhas nas redes sociais pelo Ministerio da Cultura, que explicitem o conceito do preconceito linguistico, e reprimam brincadeiras ou comentários de mal gosto em relação a forma dos outros de se expressar com as palavras, para evitar situações como a sofrida por Val no filme “Voce não estava aqui”.