Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2023
No livro “Preconceito Linguístico: como é, como se faz”, o autor Marcos Bagno defende a ideia que não há uma maneira certa ou errada de se falar, e sim que a linguagem é composta por variações. Entretanto, é nitído que esse pensamento não é predominante na sociedade atual, tendo em vista a perpetuação do preconceito linguístico. Nesse sentido, torna-se essencial analisar o ensino educacional arcaico e o conteúdo ofertado pelas mídias televisas.
Sob esse prisma, é primordial destacar a carência na oferta de linguagens difusas. Nesse sentido, de acordo com o educador brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não consegue tranformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse contexto, observa-se a necessidade de dinfundir uma educação de qualidade, visando tranformações sociais no mundo, como a ação de partilhar os diversos sotaques e dialetos da língua no âmbito educacional, uma vez que essas compõe as variações linguísticas. Ademais, o ensino ainda é restrito no compartilhamento da linguagem padrão, o que farove a exclusão de determinadas populações.
Outrossim é relevante ressaltar a esteriotipação por parte das mídias televisas como fator agravante dessa realidade. Nessa conjuntura, segundo o sociólogo Erving Goffman, o estigma caracteriza-se por atributos depreciativos estabelecidos pelo meio social. Nesse cenário, diversos programas televisas usam personagens com falas típicas regionais como algo humorístico, a exemplo do programa “Zorra Total” , exibido pela rede globo. Com isso, ocorre a mununtenção de esteriotipos associados a linguagem regional - constituída por variações da linguagem - , fator que favoreve a inferiorização de determinados grupos.
Portanto, são necessárias intervções capazes de atenuar o preconceito linguístico. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação - responsável por melhorar a educação - promever a difusão das variedades linguistícas, por meio da mudança prévia da base curricular educacional, a fim de minimizar o preconceito e farover a valorização da linguagem variada. Além disso, é dever do Ministério Legislativo impedir a perpetuação do esteriótipo sofrido por certos grupos, por meio da criação de leis que impeçam o uso da língua para forma cômica.