Preconceito Linguístico
Enviada em 13/11/2023
Preconceito Linguístico
Segundo o professor, linguístico e filólogo Marcos Bagno não existe forma “certa” ou “errada” e que o preconceito linguístico, gerado pela ideia de que existe uma única língua correta (baseada na gramática normativa), colabora com a prática da exclusão social. Apesar disso alguns brasileiros já adotaram esse tipo de preconceito em seu dia a dia, 30% da população alega ter sido vítima de preconceito linguístico no trabalho, na escola e até mesmo em rodas com amigos.
O português brasileiro já é uma lingua mistura com várias outras como: O português de Portugal, Tupi-Guarani e outras línguas indígenas, já com essa predisposição ela se altera em cada estado usando de exemplo os estados nordestino que por terem um sotaque específico e um vocabulário diferente para certos objetos são alvos de grande preconceito.
Outra pauta importante é o preconceito com pessoas que não seguem a gramática normativa, o grande motivo é a falta de alfabetização no Brasil, já que 9,6 milhões de pessoas não tiveram ou não tem acesso a escolas sendo 5,3 milhões delas vivem ou viviam no nordeste e 5,2 milhões tinham 60 anos ou mais.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o preconceito linguístico. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, divulgar, ampliar e criar mais programas semelhantes ao EJA (educação de jovens e adultos), a fim de diminuir a taxa de pessoas não alfabetizadas. Dessa forma irá eliminar o preconceito linguístico do cotidiano de alguns brasileiros.