Preconceito Linguístico

Enviada em 14/11/2023

“Tinha armaguras esse tempo; lições árduas e longas […]” isso é o que narra Machado de Assis em “Memórias Póstumas de Brás Cubas” sobre seus tempos de escola. É perceptível que, na época, as escolas eram extremamente rígidas, prezando pela excelência. Contudo, no Brasil atual, prezar pela norma culta é um costume que tem se perdido, mas não sem que deixe para trás o preconceito com as variantes populares.

Por um lado, a norma padrão da língua tem sido deixada de lado, principalmente na sua forma falada, tornando-se comum o uso de gírias, desprezo pela concordância verbal e etc. Fenômeno que ocorre há muito tempo, tendo em vista que desde a época de 1950, compositores como Adoniran Barbosa já produziam obras com “erros” propositais e que, graças a eles, caíram no gosto popular.

Por outro lado, tem-se o forte preconceito linguístico, já que em território brasileiro, existem diversos sotaques e grupos sociais diferentes, o que, apesar de trazer uma grande riqueza cultural, trazem qqtambém divergências e discriminação, principalmente por parte da população mais rica e escolarizada com as variantes utilizadas por pessoas de baixa renda e com menos ou nenhum estudo.

Visto isso, é crucial que as escolas ensinem a população a diferenciar os momentos em que cada variação da língua pode ser utilizada. Ou seja, ensinar a norma padrão, mas sem alimentar o preconceito, mostrando que cada variante tem valor em seu próprio contexto.