Preconceito Linguístico
Enviada em 26/07/2024
De acordo com a pensadora Djamila Ribeiro, o primeiro passo a ser tomado para solucionar uma questão é tirá-la da invisibilidade. Contudo, no contexto atual, a sociedade brasileira enfrenta distintas situações envolvendo o preconceito linguístico. Nesse sentido, essa problemática ocorre em virtude da xenofobia e da influência midiática.
Desse modo, é essencial notar que atos xenofóbicos ocorrem diariamente na sociedade contemporânea, seja em áreas periféricas ou centros urbanos. Essas ações preconceituosas são advindas de pessoas que acreditam no “certo” e no “errado” subordinando a Carta Magna, que garante pleno direito ao respeito e aceitação de todas as línguas, dando suporte ao regionalismo e o adequado inadequado, com respeito às diferenças para um bom convívio entre os diversos povos.
Ademais, a influência dos meios digitais é um fator agravante sobre a problemática. A frequência com que os preconceitos ocorrem nas mídias evidenciam aspectos negativos da população, como a dificuldade de lidar com as disparidade da língua devido à sua origem, assim como retratada na novela ‘Êta Mundo Bom", retratando a vida do protagonista que possuía um diálogo caipira e outros fatores contribuintes para a ascensão do preconceito. Além disso, existem situações diárias de repulsão linguística passadas pelas redes sociais que são publicadas através de sites, blogs e chats on-lines.
Sob essa ótica, é necessário que essa situação seja mitigada. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição e existência de todos, deve prover novas legislações rigorosas, a fim de sanar a vulnerabilidade linguística. Nesse sentido, os meios de comunicação devem combater a lógica e o algoritmo que dissipa a inferioridade no vocabulário, com afinco na padronização de tratamentos. Assim, será possível solucionar esta questão, pois, será retirada do cenário de invisibilidade, como propõe Djamila.