Preconceito Linguístico

Enviada em 22/01/2025

O escritor Graciliano Ramos, autor da obra “Vidas Secas”, retrata por meio desta ficção, a dificil realidade de uma família de retirantes do nordeste brasileiro. Além de enfatizar as mazelas da seca e miséria, o autor da enfâse no quê se diz preconceito linguístico, colocando Fabiano - chefe da família - em situações sociais que de-teriorizam sua cidadania, mas, sendo incapaz de protestar pois acredita que não deve, pelo fato de não dominar a norma padrão da língua. Dessa forma, o problema se mostra enraizado à discriminação regional e socioecônomica, e por isso, faz-se imperiosa a tomada de medidas que resolvam esse tipo de empeço.

Ariano Suassuna, escritor e símbolo nordestino afirma em um vídeo viral na internet, que nunca precisou escrever errado para representar o português popular, e enfatiza sua obra “O Auto da Compadecida”, comparando assim, o modo de falar e suas vertentes regionais ao modo de escrever da obra, que é da norma português correta. O dramatugo ainda fala, que acha desrespeitoso - na visão dele - quem escreve errado apenas para representar o português falado, e completa dando exemplos de palavras de fonemas diferenciados em cada região do Brasil.

Sob a mesma perspectiva, faz-se necessário a seguinte análise: O que significa existir? Para o Governo, é necessário uma série de documentos que comprovem que você nasceu, trabalha ou paga impostos, já para Clarice Lispector, para existir, é preciso pertencer. Logo, é importantíssimo que observemos todas as vertentes de uma pessoa autoexistente na sociedade para que assim, os infúndados preconceitos pela fala e sotaque sejam apenas opinião sem fundamento, como acredita o filósofo francês Voltaire.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o problema. O Governo Federal deve sancionar leis que previnam a diferença, acabando com a segregação regional pela língua e costumes, e decretem a punição de quem às inflige, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), com agendas públicas nas escolas com o intuito de conscientizar alunos e educadores, para que as pessoas pertençam pelas suas culturas e diferenças, e não existam para somente preconceitos injustos e indevidos.