Preconceito Linguístico
Enviada em 28/05/2025
Segundo Aristóteles: “o homem é um animal político por natureza”. Tal visão, assegurada pelo filósofo, indica que as pessoas têm, de maneira instintiva, a necessidade de falar-se uns com os outros, visto que estes precisam viver em sociedade. Contudo, mesmo com o predomínio do diálogo que exclusivamente a espécie humana obtêm nas suas relações sociais, é analisado a existência do preconceito linguístico no campo social. Nesse sentido, cabe observarmos os principais obstáculos que esse problema desencadeia na sociedade hodierna.
Em primeira análise, é necessário evidenciar que é importante a comunicação para as relações sociais dos cidadãos em harmonia com as diferenças presentes nas falas ligadas aos costumes dos mesmos, uma vez que estes aspectos, frequentemente, modificam-se em impulsos para a prática do bullying, da exclusão social e do preconceito por parte daqueles que têm sentimentos etnocêntricos. Mediante a isso, temos como exemplo o post do médico Guilherme Capel que zombou de seu paciente ao afirmar que “não existe peleumonia e nem raôxis”. Desse modo, fica evidente a inadiável resolução dessa problemática.
Ademais, de acordo com o filósofo Schopenhauer “os limites do campo de visão de uma pessoa delimitam o seu entendimento a respeito do mundo que a cerca”. Paralelamente a isso, compreende-se que a percepção dos cidadãos está diametralmente ligado à suas próprias visões empíricas, visto que suas ações habituais, desfavoráveis quando relacionadas ao diferente. Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para uma melhor convivência em sociedade.
Torna-se evidente, portanto, que o preconceito linguístico mostra várias manifestações e exclusão sociocultural. Nesse sentido, é papel das instituições educativas em conjuntura com o Estado providenciar um ensino plural enfatizando
a comunicação e a valorização das variadas formas linguísticas, através de debates e palestras que devem espalhar seu uso e as diversas situações em que podem ocorrer. Assim, é possível que a visão de Aristóteles se concretize e de fato a sociedade faz-se mais politizada e respeitosa com o diferente.