Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 14/10/2019

Falta de investimento do Gorveno. Tabu. Homofobía. Esses são conceitos que caracterizam o problema do preconceito enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue na sociedade brasileira, uma vez que esse problema tem persistido desde a década de 80, quando foi criado o “grupo de risco” nos Estados Unidos por causa da epidemia de HIV. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do preconceito e da falta de informação.

Em primeira análise, o preconceito mostra-se como um dos desafios a resolução do problema. Segundo Hegel, um dos filósofos mais importante da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão do preconceito enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue, que tem como base uma forte influência da falta de um pensamento racional. Assim, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada.

Além disso, o preconceito enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue encontra terra fértil na falta de informação. Nesse sentido, Hobermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a do enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, uma mulher heterossexual que faz sexo anal sem proteção tem mais chance de contrair HIV do que um homem gay que tem um relacionamento monogâmico e que sempre se protege com o uso da camisinha. Assim, trazer á pauta esse tema e debaté-lo aumentaria a chance de atuação nele.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Como solução, é preciso, que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre a doação de sangue de pessoas homossexuais no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, não deve se limitar aos alunos, mas ser aberto á comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao preconceito enfrentado pelos homossexuais na doação de sangue e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Bevouir. " Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos."