Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 26/09/2019
No Brasil, o Governo Federal realiza diversas campanhas estimulando a doação de sangue, já que a maioria dos bancos de sangue vivem em déficit. No entanto, os homossexuais são restritos de realizar esse ato. O preconceito e a má avaliação dos bancos sanguíneos são entraves para a realização da doação por parte desse grupo. Na década de 1980, o vírus da AIDS(Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) foi detectado nos seres humanos e o primeiro grupo afetado foi os gays, chegou até a ser denominado de “câncer gay”. Diante disso, pode-se chegar a conclusão que o preconceito que perdura nos bancos de sangue até hoje é fruto das décadas passadas onde o desconhecimento da doença prevalecia nas classes médicas e associava o vírus aos homossexuais. Em consequência disso, diversas pessoas deixam ser salva por causa da ignorância que ainda prevalece na sociedade.
Além disso, só o fato de fazer sexo com outros homens já é de caráter eliminatório na triagem dos bancos de sangue, onde não é realizado nenhum teste rápido. Isso mostra o quanto a avaliação do doador é precária e excludente, pois o sexo homossexual protegido ou monogâmico de indivíduos não infectados é tão segura quanto o sexo hétero. O vírus da AIDS não escolhe sexo ou orientação sexual sendo transmitido por qualquer ser humano.
Diante dessas problemáticas, portanto, o Governo Federal deve reduzir o preconceito e desassociar o AIDS dos homossexuais, por meio de uma parceria com as mídias sociais e televisivas com a realização de campanhas publicitárias informativas sobre a AIDS, a fim de deixar a sociedade mais informada e menos preconceituosa. Além disso, o Ministério da Saúde deve reavaliar os métodos de avaliação de doadores, por meio de um debate com médicos e biomédicos, a fim de encontrar um que possa incluir os homossexuais no grupo de doadores.