Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 29/10/2019
Doar sangue é um ato de amor, de solidariedade e altruísta na maioria das vezes. Para ser doador, você precisa cumprir certos critérios para se resguardar, como ter 18 anos e mais de 50 kg e outros para resguardar aquele que vai receber o seu sangue, não ter tido relações sexuais sem preservativo ou feito piercings e tatuagens no período de um ano são exemplos.
Orientação sexual não deveria ser critério eliminatório para a doação de sangue. Estereotipar que homossexuais são promíscuos, tem mais de um parceiro e fazem sexo sem proteção é preconceito e crime previsto em lei. Apenas 1,5% da população é doadora de sangue, e impedir pessoas que estão aptas a doar, baseado em estimativas, é um desserviço à saúde pública.
Todo o sangue colhido passa por uma triagem, e nesse processo são feitos exames para todas as patogenias que podem ser transmitidas através da transfusão sanguínea. Essa é uma maneira de assegurar que ,mesmo que o doador omita questões em sua ficha médica, aquele material biológico foi testado e aprovado para uso.
Sendo assim, a não permissão da doação por indivíduos que se encaixam em um grupo de risco, é mais discriminatória do que uma medida de segurança. Doar sangue é não só um dever, mas também um direito do cidadão, e portanto deve ser tratada como tal, deve ser inclusiva e não fazer distinção de gênero, raça, religião e orientação sexual.