Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 14/02/2020

Na virada do século XIX para o XX, tornou-se aberto ao público as pesquisas sobre o Sistema ABO. Médicos e estudantes de várias regiões buscavam contribuir com o avanço da Medicina para ajudar mais pacientes. A doação de sangue foi um marco importante e impulsionada até 1980, onde surgiu a transmissão do vírus HIV e, no Brasil, em 2016, a restrição, prevista por lei, de homossexuais serem doadores.

Antes de mais nada, doar sangue foi, primordialmente, acolhido por diferentes gêneros, idades ou sexualidade, desde que não tenha presente nenhuma contaminação. Entretanto, as pessoas infectadas pelo HIV, ocasionalmente infecta também o sangue, não podendo realizar a doação. Visto isso, o filme “E a vida continua” retrata o preconceito governamental de não analisar e obter conhecimento sobre tal novidade, podendo portanto, ter sido transmitido de geração em geração. Porém, de acordo com Gazeta do Povo, em 2018, os homossexuais têm chances de 13 vezes mais de adquirir o vírus, proporcionando aos responsáveis de hemocentros a comportar-se com a profilaxia, já que o HIV não tem cura.

Ademais, o Sistema Único de Saúde não adequa os testes padrão de HIV, reforçando a incerteza se há ou não contaminação no sangue. Na série CSI:NY, uma personagem cortou-se com vidro infectado e o medo de ser soropositivo a dominou. Assim também ocorre nas doações, pois o receptor tem direito de saber de onde a bolsa de sangue veio para não piorar seu estado de saúde. Com isso, fica evidente que o preconceito gerado não é pela sexualidade mas sim, com o receio de manifestar a doença. Pois, tomando as medidas profiláticas, até que haja cura para a AIDS, é a melhor opção para não aumentar o número de pessoas doentes.

Sendo assim, portanto, é preciso aperfeiçoar as pesquisas sobre o HIV, para então, gradualmente, o sistema de doação de sangue ser abrangido como era antes da década de ‘80. O Ministério da Saúde em parceria com as faculdades de Medicina devem investir nos estudos sobre o vírus e encontrar uma cura, para que, com o vírus controlado, os especialistas tornem-se mais confiantes para o atendimento nos bancos de sangue. Além de o Ministério da Ciência e Tecnologia juntamente com hospitais privados investirem no aperfeiçoamento da maquinaria para alcançar 99,9% de certeza nos testes de HIV, possibilitando assim, o englobamento de homossexuais para serem doadores a fim de tornar a sociedade mais harmoniosa e receptiva.