Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 23/03/2020
Na obra ’’ Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o quê se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega , uma vez que a necessidade de discutir sobre a crença criada pela comunidade, que os homossexuais são os principais portadores do HIV , por isso são impedidos de doar sangue , apresenta barreiras , as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da discriminação quanto do estereótipo. Desse modo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade .
Antes de tudo, é fulcral pontuar que o preconceito ao dadivar sangue pelos homossexuais deriva da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto , isso não ocorre em contexto nacional. Devido à falta da atuadas autoridades, contribuindo para construção de um povo que visa buscar qualquer aspecto que impeça , que todo indivíduo que possua uma orientação sexual pelo mesmo sexo de realizar essa ação. Dessa forma ,faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente .
Ademais, é imperativo ressaltar o estereótipo como promotor do problema . De acordo com o G1, em 2012, dos casos de HIV registrados , 67 % dos hominídeos infectados eram heterossexuais. Partindo desse pressuposto , um corpo social que repudia todas pessoas que se identificam sexualmente atraídas pelo seu mesmo gênero , ou seja , tal pensamento baseado pela crise de 1980, epidemia do vírus da imunodeficiência humana ocorreu no Estados Unidos , Hait e méxico . Por conseguinte , foi promulgado no Brasil em 1993, uma lei que impede que os homossexuais doem sangue por causa desse acontecimento . Tudo isso , retarda a resolução do óbice já que essa ideia preconcebida contribui para perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na comunidade brasileira . Com o fito de reduzir o preconceito ao dadivar sangue, é necessário que o MEC (Ministério da Educação) entre em parceria com as escolas, objetivando realizar palestras sobre a importância de acatar o outro por estar inserido num contexto moral distinto do seu. Além de abordar as consequências que o prejulgamento e a discriminação ocasionam na vida de um indivíduo. Adicionalmente, que seja responsabilidade das direções escolares postar nas redes sociais, Facebook e Instagram tais palestras . Enfim, atenuar-se-á , em médio e longo prazo, o impacto nocivo da cisma enfrentada pelos homossexuais na tentativa de doar sangue, e a coletividade alcançará a Utopia de More.