Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 26/04/2020

De acordo com relatos do coordenador Pastoral de Saúde, no Brasil a cada dois segundos uma pessoa precisa de transfusão sanguínea para viver. Embora haja necessidade de campanhas de doação de sangue para aumentar os estoques dos hemocentros, muitas pessoas são impedidas de doar por causa das regras que foram estabelecidas pelo Ministério da Saúde, como é o caso da população homossexual.

Em primeiro lugar, é importante destacar quais os motivos que induzem este cenário. Todo sangue que é doado passa por uma triagem, para garantir que não tenha nenhum risco de infecção testes são feitos afim de que seja seguro para quem for receber a doação. Algumas das restrições para ser apto a fazer doações de sangue no Brasil é não ter risco de ter doenças sexualmente transmissíveis pelo sangue. Por esse fato os homossexuais são vistos como um quadro de risco ao serem doadores, pois de acordo com as pesquisas o ato sexual anal pode ser 18 vezes superior o risco de transmissão do vírus HIV. Além disso, para muitos os homossexuais passam a imagem de serem promíscuos e não se protegerem durante o ato da relação sexual.

Esse regulamento da Anvisa se torna ineficiente pois não restringe ao fato de que muitas mulheres também praticam sexo anal, portanto deveria alcançar mais grupos da população, não apenas os homossexuais, e ser feito uma pequisa minuciosa para que as restrições fossem feitas de forma igualitária. Isso mostra o quanto a discriminação e o preconceito com a classe dos homossexuais prejudica o salvamento de outras vidas, além de os deixarem constrangidos ao serem impedidos de poder fazer doações de sangue, por conta de sua preferencia sexual.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde proponha campanhas de prevenção ao sexo desprotegido, através de palestras, debates nas faculdades, em escolas, nas ruas, para que seja controlado o risco de doenças sexualmente transmissíveis, afim de que as pessoas possam doar sangue sem ter a restrição de sua preferência sexual.