Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 25/04/2020

No filme “Clube de compras Dallas”, é retratada a história de Ron Woodroof, um eletricista heterossexual de Dallas, que foi diagnosticado com AIDS em 1986, durante uma das épocas mais obscuras da doença, as pessoas passam a duvidar da sua orientação sexual e Ron passa a sofrer preconceito. Fora da ficção, é fato que a vida dos indivíduos que optam por se relacionar com parceiros do mesmo gênero, tem sido cada vez mais difícil, visto que os homossexuais enfrentam um grande preconceito para doar sangue, que consequentemente, contribui para falta de bolsas sanguíneas nos hemocentros.

A priori, a intolerância advinda da sociedade colabora para a manutenção das mazelas preconceituosas, tornando-as perpetuas. Sob essa ótica, tal cenário pode ser visto no filme “o jogo da imitação”, que conta a história do matemático e cientista da computação Alan Turing, que criou uma máquina que ajudou o eixo dos aliados a vencer a 2º guerra mundial, entretanto, Alan teve sua homossexualidade descoberta e foi condenado a castração química. Logo, nota-se um enorme preconceito sofridos pelos gays, que também são marginalizados e impedidos de doar sangue.

Destarte, a discriminação que ocorre com os homossexuais colabora para baixa quantidade de bolsas de sangue disponível nos hemocentros. Nesse sentido, segundo dado divulgado pelo site superinteressante, mais de 18 milhões de litros de sangue são desperdiçados por ano em São Paulo, da comunidade LGBT. À luz disso, a estatística alarmante evidencia de maneira categórica a intolerância e discriminação sofrida pelos homoafetivos, e que isso alimenta os paradigmas preconceituosos das pessoas que acabam marginalizando os LGBT’s, lhes impedindo de doar sangue.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem o preconceito enfrentado pelos homossexuais na doação de sangue. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Saúde em parceria com o movimento LGBT, crie uma programa chamado “homossexual é sangue bom”, por meio de patrocínio estatal, realizando campanhas nas redes sociais informando as pessoas de que não existe nada de errado com os homossexuais e que eles podem doar sangue normalmente. Somente assim, o problema vigente será resolvido, evitando novos casos de preconceito extremo iguais os de Alan Turing em “o jogo da imitação”