Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 20/04/2020

A igualdade entre sangue

O preconceito é um termo que independe do gênero, raça ou religião. Geralmente, ele é usado para rotular um grupo ou pessoa - por conta de práticas ou ações. A comunidade LGBT é vítima de um preconceito enraizado desde a epidemia de HIV na década de 80, em que uma parcela da população desse grupo foi afetada por essa doença. Surge então, a problemática da doação de sangue pelos grupos homossexuais que, muitas vezes, são impedidos de doar por causa do preconceito e, principalmente, pela falta de conhecimento.

Em primeira análise, observa-se que as pessoas que fazem parte da comunidade LGBT são constantemente associadas doenças sexuais, além de serem denominados como ‘‘grupos de risco’’ para doação de sangue. Essa prática ficou nítida nos anos 80 quando uma parte dessa comunidade se infectou com o vírus da AIDS, além de grandes artistas nacionais e internacionais , como é o caso do Cazuza. No entanto, essa associação é equivocada, pois tanto heterossexuais como homossexuais estão suscetíveis a doenças, quando não há uma segurança sexual adequada. Portanto, a relação de grupo de risco em relação aos homossexuais na doação de sangue é errada, visto que comportamentos de risco pode ser praticado também para heterossexuais.

Em segunda análise, é importante salientar que o avanço da medicina, principalmente nas pesquisas em relação a Aids, trouxe para população informações que estão servindo para quebrar tabus. O impedimento da doação de sangue dos homossexuais, que antes era visto como medida preventiva para impedir a contaminação de pessoas, hoje é abominável pela ciência visto que não há uma relação direta com a opção sexual de cada indivíduo, mas apenas com as más condutas de segurança sexual.Sendo assim, é de grande importância a disseminação do saber científico para a população em geral para sanar com o preconceito ainda vigente.

Desse modo, para sanar com a problemática da doação de sangue, é preciso que haja ações governamentais  e ,principalmente, escolares. Para isso, é necessário que o Ministério Público promovam propagandas e comerciais - nos principais meios de comunicação - com pessoas homossexuais doando sangue como forma de incentivo e de caracterização da comunidade LGBT, mas também como forma de quebra de preconceitos na sociedade. Além disso, Escolas e Universidades, devem promover palestras ministradas por médicos com o propósito de levar o conhecimento para os jovens sobre a importância da doação de sangue e, deste modo, sanando todas as dúvidas de quem pode ou não doar. Com isso, essa ação nobre causará a união da comunidade em prol do bem comum.