Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 27/04/2020

Homossexualidade Vista como uma Doença pela Sociedade

Há muito tempo, homossexuais enfrentam o preconceito, até mesmo nos dias atuais, por mais que a sociedade tenha mudado bastante. A homossexualidade por ser vista como uma doença ou algo abominável é a explicação do por quê homens gays não podem doar sangue, que é um ato de solidariedade, já que a cada 2 segundos um paciente necessita de transfusão sanguínea no Brasil. O problema é que muitas pessoas podem estar em situações adequadas para doar, mas pelo simples fato de sua orientação sexual são barradas durante a entrevista.

Um fator responsável pela proibição, é que há alguns anos ouve um surto de AIDS em alguns países, e esta doença estava presente principalmente entre homens gays, só que atualmente o grupo de pessoas que mais apresenta esta doença são as mulheres, pois o sexo vaginal sem proteção também pode expor muitas pessoas à DSTs. No entanto, apesar do grupo feminino apresentar um número bem maior de pessoas infectadas, não é por isso que vão barrar as mulheres na hora da entrevista, justamente por conta do desprezo contra o grupo LGBT, pois a  própria orientação sexual homoafetiva é vista pela sociedade como uma doença.

De acordo com Freud, criador da psicanálise, a homossexualidade não tem nada a haver com doença e sim com um “nível” de perversidade, pois a partir do momento em que outra pessoa se relaciona sexualmente  com outra sem a intenção de gerar vida é uma forma de perversão, por tanto, a heterossexualidade também pode ser considerada perversão. A partir dessa afirmação é  possível observar que a proibição da doação de sangue entre grupos homossexuais não passa de homofobia, pois o preconceito está presente entre as pessoas antes de estar presente nas instituições de saúde.

Dessa forma, pode-se afirmar que essa atitude imposta por algumas nações não é uma medida protetiva e sim um ato preconceituoso, por isso cabe ao Ministério da Saúde rever como lidar com essas situações, analisando o histórico do doador se o indivíduo teve relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses,  e através de meios comunicativos alertar as pessoas que isso é uma agressão indiretamente contra uma pessoa que pode estar em perfeito estado para ajudar quatro vidas.