Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 27/04/2020

O baixo percentual de bolsas de sangue em hemocentros faz com que cresçam as campanhas de incentivo as doações. Porém, apesar da grande necessidade, durante as triagens são impostos empecilhos para que homens que praticam sexo com outros homens doem, prejudicando a evolução dos números. Ainda que os métodos utilizados para a escolha de doadores não seja tão efetivo quanto se faz necessário.

Segundo o IBGE, 10,5 milhões de homens são homo ou bissexuais, considerando a limitação dessa fração o Brasil deixa de receber aproximadamente 18 milhões de litros de sangue ao ano. Tendo em vista que, independente do doador os testes são necessários não há razões para a proibição dessa comunidade. Pois, a parcela de doadores que retornam após terem a sua tentativa de doação frustrada é minima.

É de suma importância reforçarmos o caráter discriminatório que é utilizado com homossexuais durante a seleção de voluntários. Como exemplo, podemos apontar os 12 meses que são exigidos entre sua última relação sexual e a doação, garantindo a necessidade de prevenção contra ISTs, enquanto mulheres ou homens heterossexuais não tenham a necessidade. Entretanto, o sociologo Júlio Jacobo Waiselfisz, embasado em dados do Ministério da Saúde, apontou que heterossexuais representavam a maior parcela nas notificações de infecção pelo vírus HIV.

Portanto, se faz indispensável reforçar a inspeção dos testes que são feitos com as amostras de doadores, afim de proteger os receptores de possíveis ISTs. Ademais, revendo as atuais portarias que devem abranger mais grupos além dos selecionados. Como exemplo, homens e mulheres heterossexuais que praticam sexo anal ou desprotegidos durante o período de tempo recomendado.