Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 25/04/2020
O preconceito é a árvore que dela brotam frutos de desunião. Doar sangue é uma maneira de dizer, em forma de ação, o quanto a vida do outro vale a pena, todavia, no Brasil, o homossexual não tem o direito de salvar essa vida que tanto vale.
Na década de 80, o vírus HIV, causador da aids, iniciou-se no Estados Unidos, Haiti e África como uma epidemia assustadora, pois a medicina não sabia a origem da doença. A classe mais afetada foi a homossexual, e a ciência descobriu que a contaminação era por transfusão de sangue, portanto, os gays foram proibidos de doar sangue e a sida (síndrome da imunodeficiência humana adquirida) foi apelidada de doença de afeminados.
Os proibidos de fazer a transfusão de sangue, estes que têm relações homo-afetivas, são atuais vítimas da tola descriminação. Porque a ação imposta nos anos 80 era o que cabia na época, entretanto, hoje, a medicina tem avanços suficientes para, por meios seguros, realizar o transfujo sanguíneo destes violentados pela ideologia moral. Não é por acaso que apenas 16 a cada 10 mil brasileiros doam sangue, segundo o Ministério da Saúde.
Em virtude dos fatos mencionados, o prejulgamento é fator determinístico para pouca doação de sangue no território brasílico. Por conseguinte, deve ser feita uma forte triagem antes de cada doação de sangue, apresentar exame de sangue completo realizado dentro de trinta dias e analisar o sangue doado. Logo, esta ordem deve ser dada pelo Ministério da Saúde. Assim, o medo do sangue gay será esquecido e a rejeição dará lugar à união de seres humanos.