Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 25/04/2020

A doação de sangue é um ato de generosidade extremamente importante para os seres humanos, pois é capaz de salvar vidas, em algumas emergências, ou prolonga-las, em caso de tratamento de doenças. No entanto, existe um grupo de doadores que sofre uma grande discriminação perante à população e são impedidos de passar pelo procedimento, que são os homossexuais. Isso pode gerar más consequências não só para esses indivíduos, mas também para os futuros receptores sanguíneos.

Dentre os inúmeros preconceitos enfrentados pelos gays, destaca-se a proibição de fazer a doação de sangue. Segundo uma pesquisa feita pelo site G1, o Ministério da Saúde afirma que os homossexuais possuem maior chance de portar doenças sexualmente transmissíveis, estando, assim, inaptos à transfusão. Entretanto, há de se considerar que heterossexuais também estão no grupo de risco e, ainda assim, não são impedidos em razão de suas sexualidades. Tal fator, além de causar constrangimento às pessoas que se relacionam com outras do mesmo gênero, diminui cada vez mais o espaço desse grupo na sociedade, fazendo com que sintam-se excluídos e tenham seus direitos, como cidadãos, inibidos.

Além disso, a limitação de doadores sanguíneos, devido ao preconceito contra gays, pode afetar a vida de atuais e futuros receptores. De acordo com diretores de Hemocentros, apenas uma parcela da população se disponibiliza para o ato e, após os protocolos pré estabelecidos para doadores, a quantidade diminui ainda mais. Com isso, o banco de sangue entra em processo de desabastecimento, interferindo em tratamentos como a hemodiálise e em cirurgias, prejudicando a vida de pacientes.

Em virtude dos fatos supracitados, fica evidente a necessidade de uma solução. Portanto, é necessário que o Governo estabeleça uma lei que proíba o questionamento, para procedimentos médicos, sobre a opção sexual dos cidadãos e promova campanhas, por meio das mídias, de naturalização dos homossexuais, fazendo com que a população os veja como pessoas comuns que merecem respeito. Dessa forma, esse grupo sentiria-se mais incluso na sociedade, o preconceito minimizaria e a ampliaria a quantidade de doações de bolsas sanguíneas, favorecendo os que necessitam.