Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 26/04/2020
Durante anos no Brasil, vigorou a doação de sangue remunerada. Nos anos 80 com a epidemia de AIDS e a doação remunerada extinta, o número de doadores diminuiu consideravelmente. A doação sanguínea por homossexuais sofreu queda drástica, visto que eram considerados como grupo de risco por ser a maioria dos afetados por AIDS na década de 80.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que ainda hoje os homossexuais são tratados como grupo de risco, podendo doar somente se estiver há um ano sem relações homoafetivas, mesmo método utilizado de quando não havia testes para provar a qualidade do sangue.
Além disso, mitos e preconceitos dificultam a doação de sangue nos dias atuais, o medo de contrair doenças na hora da transfusão é um grande exemplo. Com isso, segundo Alexino Ferreira professor da USP, o Brasil perde cerca de 18 milhões de litros de sangue anualmente.
Desse modo é possível perceber a proporção de tal problema. A fim de minimizar essa problemática, a OMS deve considerar homossexuais como doadores, retirando-os do grupo de risco. Feito isso, o Ministério da Saúde deve conscientizar através da mídia que a doação sanguínea é segura e de grande importância.