Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 26/04/2020
Com o avanço da ciência no mundo contemporâneo cientistas e pesquisadores conseguiram descobrir várias doenças, os seus respectivos causadores e assim inventaram remédios, vacinas e diversos tipos de tratamento para elas. Porém não é de hoje que a humanidade tem o conhecimento de que Doenças Sexualmente Transmissíveis(DSTs) existem e desde a antiguidade essas doenças assolam a humanidade.
No livro da psicóloga Lídia Rosemberg Aratangy, Sexualidade - a difícil arte do encontro, ela introduz que antigamente as pessoas davam o nome de doenças de Venus ou do amor para as DSTs sendo encontradas referências em antigos escritos egípcios, gregos e até mesmo bíblicos sobre esse grupo de doenças. Não obstante, na década de 80, ocorreu um surto de pessoas que contraíram o HIV, e somente no Brasil conforme o Ministério da Saude, foram 25.513 casos de HIV sendo 70% homens gays e a maior parte dos contaminados morria, pois ainda não existia um tratamento e diante desses quadro muitos homossexuais começaram a sofrer preconceito.
Atualmente o Ministério da Saúde proíbe a doação de sangue por gays, a menos que estes tenham ficado 12 meses em abstinência sexual, atitude que mostra um preconceito existente em relação a homossexuais doarem sangue e diante desse fato o Brasil desperdiça 18 milhões de litros de sangue por não aceitarem homoafetivos. Bancos de sangue em todo o Brasil vem ficando cada vez mais vazios com a epidemia do COVID-19, situação que poderia ser amenizada se gays pudessem doar sangue sem discriminação.
Diante dos fatos apresentados, observa-se a necessidade de mudança da sociedade sobre a doação de sangue pelos homossexuais. Portanto ONGs por meio de publicidades deveriam conscientizar a população e o Ministério da Saúde junto com o Estado deveriam revisar a regra em questão que gera preconceito em pessoas homoafetivas.