Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 09/06/2020

Em nosso atual cenário, é de grande precisão que possa ser contestada através de atitudes, uma famosa frase, outrora dita por Maquiavel, “Os preconceitos tem raízes mais profundas que os princípios”.

Uma vez que tal mazela social insiste em colocar–se em revés até mesmo quando é tratado da garantia de vidas através de um ato como a doação de sangue, onde um grupo social em especifico é tratado com indiferença em relação a maioria.

De acordo com parâmetros estabelecidos em 2014 pelo Ministério da saúde e em 2016 pela Anvisa (Agência Nacional de vigilância sanitária), os chamados HSH (Homens que se relacionam sexualmente com outros homens), seriam restritos a doações apenas sob condições de abstinência Sexual de um período de no mínimo 12 meses.

Ocasionando, várias formas de constrangimentos e danos morais, muitas vezes sendo infligidas por profissionais, algo que não deveria sequer ser imaginado, tendo em vista o baixo índice de doações que muitos laboratórios hematológicos têm recebido, e também a importância de todas as doações possíveis, uma vez que um único doador pode salvar a vida de até quatro pessoas.

Já no ultimo dia 8 de maio de 2020, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin entrou com um processo onde alegou que tais restrições são inconstitucionais e por meio de votação, foi decidido que homens homossexuais e bissexuais tenham os mesmos direitos que todos em relação a doação de sangue.

Agora é de suma importância que o ministério da saúde, por meio das mídias sociais, e profissionais da saúde alerte a população, sobre as mudanças, para que seja de conhecimento mútuo os direitos na qual foram garantidos por lei. Afinal, todos temos o dever de ajudar ao próximo, e o direito de sermos ajudados.